الإمبريالية المتعطشة للحرب O IMPERIALISMO COM SEDE DE GUERRA
O IMPERIALISMO COM SEDE DE GUERRA
Como sair da crise do Capital se não pela guerra? Mesmo que os povos do mundo, subjugados ao imperialismo, concordassem à eterna exploração, a não se levantar contra a escravidão, a estar dispostos a aceitarem o salário mais baixo possível, não investir sequer em organizações economicistas do tipo sindical, não preparar nenhuma greve, etc., mesmo assim a guerra aconteceria. Mas contra quem seria essa guerra, se a classe operária estaria disposta a aceitar todas as condições, todas as exigências dos seus exploradores? Sendo assim, estaria selada a eternidade do modo de produção capitalista, pois a classe operária deixaria de ser a classe coveira da burguesia e a revolução estaria fora dos planos políticos de um modo de produção mais avançado. Isso não seria mais capitalismo e a existência de classes não seria o motor do antagonismo histórico e social, mas, sim, o mundo inventado pela pequena burguesia, da paz reinante em um capitalismo eterno e eles os promovedores do bem estar das classes.
Esta análise do superimperialismo ou ultraimperialismo, de uma centralização total, onde o parasitismo atingisse todos os ramos de produção, o monopólio único, é obra de Kautsky, tentando vender a imagem que nessa situação a paz reinaria. O esquecimento de que sob o monopólio não exista concorrência entre capitais, sem contradições e luta entre os Estados imperialistas, entre as várias seções da burguesia, é sair da realidade e tratar da teoria subjetivista, academicista, tal qual aquelas divertidas análises de capitalistas que achavam que o juro composto poderia extrair um valor que nem 10 planetas cobertos de ouro seria possível para saciar a usura, o capital, dinheiro financiado a juros sob juros. Ou como o próprio exemplo que Lênin fala sobre os alimentos feitos em laboratórios, onde muitos pensavam que no futuro toda a alimentação viria de laboratório e a agricultura estaria finalizada. Isso acontece quando a teoria perde a sua materialidade e prática, abrindo campo para a “loucura” a serviço da burguesia.
A rendição permanente de uma classe revolucionária na história não passa de ficção, porém, nem sob essa condição a guerra estaria finalizada. Mas porque cargas d’água a guerra é uma necessidade se a outra classe não reage e seus representantes “oficiais” pregam que é preciso um processo evolutivo, conciliatório, onde todos possam marchar juntos, deixando a violência e o controle apenas para uma classe? Por muitas determinações. Aqui vai algumas delas do ponto de vista apenas econômico: queda na taxa de lucro, falta de mercado para a realização da mais valia, corrupção generalizada nas bolsas, capital fictício em demasia, parasitismo ao extremo, decomposição e pouco investimento em altas tecnologias fazendo com que as forças produtivas fiquem estagnadas relativamente, e por aí vai. Daí a guerra é necessária para destruir as forças produtivas e animar a produção novamente, isto é, a produção de mais valia, que começa inicialmente com a fábrica de armamentos, de guerra, além da conquista de uma burguesia da riqueza da outra, anexação de Estados. Marx, no Capital, diz claramente: A burguesia não produz para satisfazer a outra burguesia, uma vender para a outra e viver eternamente assim, num acerto entre os privilégios. A realização do lucro e da riqueza permanente é o que move o Capital.
Nem todo o esforço da pequena burguesia, da esquerda democrática da burguesia, da liquidação da revolução, pode impedir a guerra. “Imaginamos” agora, se a classe operária é mesmo a coveira da burguesia, que essa classe tem um projeto político cientificamente para onde a humanidade caminhará, denominado socialismo, e lutarmos para que essa consciência no seu seio vigore, que a organizamos para a tomada do poder, e a guerra então de inevitável para a burguesia passará a ser também a própria guilhotina do Capital. A transformação da guerra em guerra civil contra a burguesia é o caminho objetivo, a tática da classe operária para acabar com a guerra, por fim a ela. Toda a campanha contra a guerra é impotente caso não exista os preparativos concretos para derrotá-la. Não existe outro caminho sem construir a própria saída da guerra, isto é, a revolução proletária. A insistência da paz eterna sob o capitalismo é invenção da Social Democracia que passou de vez para o lado da burguesia.
Desde a última guerra mundial, quantos golpes, guerras, intervenções imperialistas foram feitas no mundo? Mais de 1000 logicamente. Quantos golpes teve o Brasil, a América Latina, tentativas de derrotar o socialismo em Cuba? A luta pela paz sem acabar com a classe que tem a guerra como um elemento intrínseco a seu modo de produção e vida, sem tirar-lhe o poder e mandá-la para o museu da história, é contribuir primeiro com a manutenção da própria guerra; 2) enganar o povo; 3) defender uma paz do cemitérios; 4) ser capacho da burguesia; 5) defender um socialismo que não existe, pois pregam um capitalismo que também não existente; 6) abrir novos espaços para o fascismo, etc.
Dissemos, em outros textos, que o imperialismo em crise crônica levará a guerra para todos os locais, todos os continentes. A guerra mundial na atualidade é um fato objetivo. Estamos vendo a guerra aproximar rapidamente também de nossas fronteiras. As tentativas anteriores de invasões militares na Venezuela, que proclamavam um interventor como presidente (J. Guaidó) agora se intensificam por conta do aprofundamento da crise. Essequibo, milícias armadas no Equador, tráfico, o cartel de drogas, seja qual for a desculpa, o imperialismo vai provocando o mundo para entrar em guerra. A vitória do governo Fascista na Argentina, fortalece a divisão da América do Sul e fortalece a unidade Beligerante e intervencionista. Nesse cenário as coisas só não estão piores, pela vitória de Lula nas eleições passadas. Porém, sem conscientizar e organizar o povo para o que está sendo preparado na América Latina e no mundo, a nova escalada de violência do saque, miséria, exploração ao máximo, não vamos a lugar algum.
As classes que comandam o nosso país a mais de uma centena de anos, permanecem intactas mesmo com o governo Lula, e seguem se fortalecendo. As suas instituições, tais como forças armadas, monopólio da mídia e um judiciário imovível, nem sequer sofreram algum revés depois do golpe de 2016. A cada dia que passa, o governo vai ficando sem ação para agir de forma independente, pois lança sempre suas perspectivas de conversar com a burguesia e implorar seu aceno, não convoca as organizações populares para fortalecer o poder das ruas. Referenda 100% a força dominada pela burguesia, a institucionalidade dela, sem sequer lutar ou construir outro caminho, outra força para fazer frente a esse poder. É mais legalista que a própria legalidade burguesa o é.
Nessa guerra que se avizinha, Lula age como um Social pacifista, tratando da mesma moeda quem está se defendendo, quem é agredido, quem ainda não fez da guerra a continuidade da sua política interna, e quem agride, quem já não pode viver ou ir adiante sem uma grande guerra, tal qual os EUA e a Inglaterra, França, Alemanha, Japão (OTAN). O Social pacifismo quer fazer a paz prosperar sem alterar o quadro de classe no mundo, em outras palavras, quer que a violência se consagre, e que a burguesia segue comandando. O Social pacifismo é a defesa da eterna escravidão e da guerra embora pregue o contrário. É preciso distinguir entre o que é dito em palavras e o que acontece de fato.
A América Latina, no ano de 2024, está como o resto do mundo, sob a extensão de uma continuidade da guerra mundial imposta pelo imperialismo dos EUA, pela OTAN. O proletariado não pode dar apoio a dita aventura americana e policial na região. Com a ideia do combate ao tráfico, coisa que não está nos planos do imperialismo, que no máximo quer se apossar desse filão ou submeter ainda mais a seu controle, porém o que está em jogo é o domínio político local, ataque às organizações revolucionárias, ataque à Venezuela primeiramente, depois se estende aos demais países. A vitória de Milei, na Argentina, aumentou as perspectivas fascistas na região.
A denúncia do que está acontecendo no Equador, em primeiro lugar, deve ser contra a condução deste processo às margens da luta de classes, afastado do projeto de intervenção política dos EUA. Segundo, denunciar o que está por detrás desse episódio, que segue a conduta de guerra dos EUA e da OTAN, tal como na Ucrânia, na Palestina, no Iêmen, e agora na Venezuela e em toda a América Latina. Sem essa denúncia contundente dos partidos proletários, de esquerda, dos movimentos sociais, não é possível se preparar para os embates futuros, e o pior é fazer o jogo do imperialismo, tratar os acontecimentos de milícias e tráfico à margem da luta de classes, uma neutralidade absurda. Esse é um perigo iminente.
Por fim, dizer que sem a luta pela revolução em época de guerra, transformá-la em guerra civil, é acreditar na sua burguesia, no seu Estado burguês, que mesmo não se enquadrando dentro das perspectivas imperialistas, mantém mil relações com eles, e que essas relações mantêm entre tantas outras, o esmagamento das pretensões de emancipação econômica e liberdade política do proletariado. Todo o proletariado ao unir-se com a sua burguesia, seja qual for os objetivos dessa unidade, inevitavelmente se afundará na lama. Nesse sentido, é um absurdo o proletariado se unir até o pescoço na luta do Estado Russo contra a “Ucrânia” – OTAN, porque de qualquer forma, embora na condição de estar se defendendo, a Rússia e sua burguesia, trabalham também para esmagar o seu proletariado.
Essa guerra só terá fim fora da violência imperialista se houver uma revolução na Rússia novamente ou na Ucrânia. No Equador a ideia de todos os Partidos dar todo o poder a Daniel Noboa, é a confiança total na burguesia e nas suas institucionalidades, é abrir de vez as portas para a entrada do imperialismo no Equador e afundar ainda mais o povo equatoriano e da América Latina. Cada vez vai ficando ainda mais claro a posição dos “chefes da pequena burguesia ‘devem’ ensinar o povo a confiar na burguesia, e o proletariado (chefes) devem ensiná-lo a desconfiar”. (Lênin)
– Abaixo a Guerra imperialista e o Fascismo da Otan.
– Fora EUA da América Latina
الإمبريالية المتعطشة للحرب
كيف يمكن الخروج من أزمة رأس المال إن لم يكن بالحرب؟ حتى لو وافقت شعوب العالم، الخاضعة للإمبريالية، على الاستغلال الأبدي، وعلى عدم الانتفاض ضد العبودية، وعلى الاستعداد لقبول أقل راتب ممكن، ولا حتى على الاستثمار في المنظمات الاقتصادية من النوع النقابي، وعدم الاستعداد أي ضربة، وما إلى ذلك، ستظل الحرب مستمرة. ولكن ضد من ستكون هذه الحرب، إذا كانت الطبقة العاملة مستعدة لقبول جميع الشروط، وجميع مطالب مستغليها؟ وفي هذه الحالة، سيتم ختم أبدية نمط الإنتاج الرأسمالي، حيث لن تظل الطبقة العاملة طبقة حفار قبر البرجوازية، وستكون الثورة خارج الخطط السياسية لنمط إنتاج أكثر تقدمًا. لن تكون هذه رأسمالية بعد الآن، ولن يكون وجود الطبقات هو المحرك للعداء التاريخي والاجتماعي، بل بالأحرى، عالم اخترعته البرجوازية الصغيرة، عالم السلام الذي يسود في رأسمالية أبدية وهم المروجون للخير. كونه من الطبقات.
إن هذا التحليل للإمبريالية الفائقة أو للإمبريالية الفائقة، للمركزية الكاملة، حيث أثرت الطفيلية على جميع فروع الإنتاج، والاحتكار الوحيد، هو من عمل كاوتسكي، الذي يحاول بيع الصورة التي تقول إن السلام سيسود في هذه الحالة. إن نسيان أنه في ظل الاحتكار لا يوجد تنافس بين رؤوس الأموال، دون تناقضات وصراع بين الدول الإمبريالية، بين مختلف أقسام البرجوازية، هو ترك الواقع والتعامل مع النظرية الأكاديمية الذاتية، تماما مثل تلك التحليلات المسلية للرأسماليين الذين اعتقدوا يمكن لهذه الفائدة المركبة أن تستخرج قيمة لا يمكن حتى لعشرة كواكب مغطاة بالذهب إشباع الربا ورأس المال والأموال الممولة بالفائدة على الفائدة. أو مثل المثال الذي تحدث فيه لينين عن الأغذية المصنوعة في المختبرات، حيث ظن الكثيرون أنه في المستقبل سيأتي كل الغذاء من المختبرات وستنتهي الزراعة. ويحدث هذا عندما تفقد النظرية ماديتها وممارستها، مما يفتح المجال أمام "الجنون" في خدمة البرجوازية.
إن الاستسلام الدائم للطبقة الثورية في التاريخ ليس أكثر من خيال، ولكن حتى في ظل هذا الوضع فإن الحرب لن تنتهي. ولكن لماذا تكون الحرب ضرورة إذا لم تتفاعل الطبقة الأخرى وكان ممثلوها "الرسميون" يبشرون بالحاجة إلى عملية تطورية تصالحية، حيث يستطيع الجميع السير معًا، وترك العنف والسيطرة لطبقة واحدة فقط؟ لقرارات كثيرة. وإليكم بعضًا منها من وجهة نظر اقتصادية فقط: انخفاض معدل الربح، ونقص السوق لتحقيق فائض القيمة، وانتشار الفساد في أسواق الأوراق المالية، ورأس المال الوهمي الزائد، والطفيلية إلى أقصى الحدود، والتحلل وقلة الاستثمار في التكنولوجيات العالية تتسبب في بقاء القوى الإنتاجية في حالة ركود نسبي، وما إلى ذلك. ومن ثم فإن الحرب ضرورية لتدمير القوى المنتجة وإنعاش الإنتاج من جديد، أي إنتاج فائض القيمة، والذي يبدأ في البداية بمصنع الأسلحة، الحرب، بالإضافة إلى استيلاء إحدى البرجوازية على ثروات الأخرى، وضم البرجوازية الأخرى. تنص على. يقول ماركس في رأس المال بوضوح: إن البرجوازية لا تنتج لإرضاء البرجوازية الأخرى، واحدة تبيع للأخرى وتعيش هكذا إلى الأبد، في تسوية بين الامتيازات. إن تحقيق الربح والثروة الدائمة هو ما يحرك رأس المال.
ليست كل الجهود التي تبذلها البرجوازية الصغيرة، واليسار الديمقراطي للبرجوازية، لتصفية الثورة، يمكن أن تمنع الحرب. "نحن نتصور" الآن، إذا كانت الطبقة العاملة هي حقا حفار قبر البرجوازية، أن هذه الطبقة لديها مشروع سياسي علمي ستتحرك البشرية نحوه، يسمى الاشتراكية، ونحن نناضل من أجل أن يكون هذا الوعي داخلها ساري المفعول، وأننا وتنظيمها من أجل الاستيلاء على السلطة، والحرب، التي كانت آنذاك حتمية بالنسبة للبرجوازية، ستصبح أيضًا مقصلة رأس المال. إن تحويل الحرب إلى حرب أهلية ضد البرجوازية هو الطريق الموضوعي، وهو تكتيك الطبقة العاملة لإنهاء الحرب ووضع حد لها. إن الحملة برمتها ضد الحرب ستكون عاجزة إذا لم تكن هناك استعدادات ملموسة لهزيمتها. لا يوجد طريق آخر دون بناء طريقك الخاص للخروج من الحرب، أي الثورة البروليتارية. إن الإصرار على السلام الأبدي في ظل الرأسمالية هو اختراع للاشتراكية الديمقراطية الذي انتقل مرة واحدة وإلى الأبد إلى جانب البرجوازية.
إن الاستسلام الدائم للطبقة الثورية في التاريخ ليس أكثر من خيال، ولكن حتى في ظل هذا الوضع فإن الحرب لن تنتهي. ولكن لماذا تكون الحرب ضرورة إذا لم تتفاعل الطبقة الأخرى وكان ممثلوها "الرسميون" يبشرون بالحاجة إلى عملية تطورية تصالحية، حيث يستطيع الجميع السير معًا، وترك العنف والسيطرة لطبقة واحدة فقط؟ لقرارات كثيرة. وإليكم بعضًا منها من وجهة نظر اقتصادية فقط: انخفاض معدل الربح، ونقص السوق لتحقيق فائض القيمة، وانتشار الفساد في أسواق الأوراق المالية، ورأس المال الوهمي الزائد، والطفيلية إلى أقصى الحدود، والتحلل وقلة الاستثمار في التكنولوجيات العالية تتسبب في بقاء القوى الإنتاجية في حالة ركود نسبي، وما إلى ذلك. ومن ثم فإن الحرب ضرورية لتدمير القوى المنتجة وإنعاش الإنتاج من جديد، أي إنتاج فائض القيمة، والذي يبدأ في البداية بمصنع الأسلحة، الحرب، بالإضافة إلى استيلاء إحدى البرجوازية على ثروات الأخرى، وضم البرجوازية الأخرى. تنص على. يقول ماركس في رأس المال بوضوح: إن البرجوازية لا تنتج لإرضاء البرجوازية الأخرى، واحدة تبيع للأخرى وتعيش هكذا إلى الأبد، في تسوية بين الامتيازات. إن تحقيق الربح والثروة الدائمة هو ما يحرك رأس المال.
ليست كل الجهود التي تبذلها البرجوازية الصغيرة، واليسار الديمقراطي للبرجوازية، لتصفية الثورة، يمكن أن تمنع الحرب. "نحن نتصور" الآن، إذا كانت الطبقة العاملة هي حقا حفار قبر البرجوازية، أن هذه الطبقة لديها مشروع سياسي علمي ستتحرك البشرية نحوه، يسمى الاشتراكية، ونحن نناضل من أجل أن يكون هذا الوعي داخلها ساري المفعول، وأننا وتنظيمها من أجل الاستيلاء على السلطة، والحرب، التي كانت آنذاك حتمية بالنسبة للبرجوازية، ستصبح أيضًا مقصلة رأس المال. إن تحويل الحرب إلى حرب أهلية ضد البرجوازية هو الطريق الموضوعي، وهو تكتيك الطبقة العاملة لإنهاء الحرب ووضع حد لها. إن الحملة برمتها ضد الحرب ستكون عاجزة إذا لم تكن هناك استعدادات ملموسة لهزيمتها. لا يوجد طريق آخر دون بناء طريقك الخاص للخروج من الحرب، أي الثورة البروليتارية. إن الإصرار على السلام الأبدي في ظل الرأسمالية هو اختراع للاشتراكية الديمقراطية الذي انتقل مرة واحدة وإلى الأبد إلى جانب البرجوازية.
منذ الحرب العالمية الأخيرة، كم عدد الانقلابات والحروب والتدخلات الإمبريالية التي تمت في العالم؟ أكثر من 1000 بالطبع. كم عدد الانقلابات التي قامت بها البرازيل وأمريكا اللاتينية ومحاولات هزيمة الاشتراكية في كوبا؟ إن النضال من أجل السلام دون إنهاء الطبقة التي تعتبر الحرب عنصرا جوهريا في أسلوب إنتاجها وحياتها، دون انتزاع قوتها وإرسالها إلى متحف التاريخ، هو المساهمة أولا في الحفاظ على الحرب نفسها؛ 2) خداع الناس. 3) الدفاع عن سلام المقابر. 4) كونها ممسحة للبرجوازية. 5) الدفاع عن اشتراكية غير موجودة، حيث يبشرون برأسمالية غير موجودة أيضًا؛ 6) فتح مساحات جديدة للفاشية، الخ.
لقد قلنا في نصوص أخرى أن الإمبريالية في الأزمات المزمنة ستنقل الحرب إلى كل الأماكن، كل القارات. الحرب العالمية اليوم هي حقيقة موضوعية. ونحن نرى الحرب تقترب بسرعة من حدودنا أيضًا. وتتكثف الآن المحاولات السابقة للغزو العسكري في فنزويلا، والتي نصبت المتدخل رئيسا (ج. غوايدو)، بسبب تفاقم الأزمة. إيسيكويبو، والميليشيات المسلحة في الإكوادور، والاتجار، وعصابات المخدرات، مهما كانت الذرائع، فإن الإمبريالية تستفز العالم للذهاب إلى الحرب. إن انتصار الحكومة الفاشية في الأرجنتين يقوي تقسيم أمريكا الجنوبية ويقوي الوحدة المتحاربة والتدخلية. وفي هذا السيناريو فإن الأمور ليست أسوأ، وذلك بسبب فوز لولا في الانتخابات الأخيرة. ومع ذلك، بدون رفع مستوى الوعي وتنظيم الناس لما يتم التحضير له في أمريكا اللاتينية والعالم، والتصعيد الجديد لأعمال العنف والنهب والبؤس والاستغلال إلى الحد الأقصى، فإننا لن نذهب إلى أي مكان.
إن الطبقات التي حكمت بلادنا لأكثر من مائة عام لا تزال سليمة حتى مع حكومة لولا، وتستمر في النمو بشكل أقوى. ولم تتعرض مؤسساتها، مثل القوات المسلحة واحتكار وسائل الإعلام والقضاء غير المتحرك، لأي انتكاسة بعد انقلاب عام 2016. ومع مرور كل يوم، تنفد الحكومة من القدرة على التصرف بشكل مستقل، حيث تطلق دائمًا آفاقها إن التحدث إلى البرجوازية واستجداء موافقتها، لا يدعو المنظمات الشعبية إلى تعزيز قوة الشوارع. إنها تؤيد 100% القوة التي تهيمن عليها البرجوازية، مؤسسيتها، دون أن تقاتل أو تبني طريقا آخر، قوة أخرى لمواجهة هذه السلطة. إنها أكثر قانونية من الشرعية البرجوازية نفسها.
في هذه الحرب القادمة، يتصرف لولا كداعية سلمي اجتماعي، ويعامل بنفس العملة أولئك الذين يدافعون عن أنفسهم، وأولئك الذين يتعرضون للهجوم، وأولئك الذين لم يجعلوا الحرب بعد استمرارًا لسياستهم الداخلية، وأولئك الذين يهاجمون، أولئك الذين لم يعد بإمكانها العيش أو المضي قدمًا بدون حرب كبيرة، تمامًا مثل الولايات المتحدة الأمريكية وإنجلترا وفرنسا وألمانيا واليابان (الناتو). تريد المسالمة الاجتماعية أن تجعل السلام يزدهر دون تغيير الوضع الطبقي في العالم، وبعبارة أخرى، تريد أن يترسخ العنف، وهو الأمر الذي تستمر البرجوازية في السيطرة عليه. السلمية الاجتماعية هي دفاع عن العبودية الأبدية والحرب رغم أنها تبشر بعكس ذلك. ومن الضروري التمييز بين ما يقال بالكلمات وما يحدث بالفعل.
أمريكا اللاتينية، في عام 2024، مثل بقية العالم، في ظل استمرار الحرب العالمية التي فرضتها الإمبريالية الأمريكية، من قبل الناتو. لا يمكن للبروليتاريا أن تدعم ما يسمى بالمغامرة الأمريكية والبوليسية في المنطقة. مع فكرة مكافحة الاتجار، وهو أمر غير موجود في خطط الإمبريالية، التي تريد في أقصى الأحوال الاستيلاء على هذا الوريد أو إخضاعه أكثر لسيطرتها، لكن ما هو على المحك هو الهيمنة السياسية المحلية، والهجوم على الثوريين. المنظمات، الهجوم على فنزويلا أولاً، ثم يمتد إلى بلدان أخرى. أدى انتصار مايلي في الأرجنتين إلى زيادة وجهات النظر الفاشية في المنطقة.
إن إدانة ما يحدث في الإكوادور، أولا، يجب أن تكون ضد سير هذه العملية على هامش الصراع الطبقي، بعيدا عن مشروع التدخل السياسي الأمريكي. ثانياً، إدانة ما وراء هذه الحادثة، التي تتبع السلوك الحربي للولايات المتحدة وحلف شمال الأطلسي، كما هو الحال في أوكرانيا وفلسطين واليمن، والآن في فنزويلا وفي جميع أنحاء أمريكا اللاتينية. وبدون هذا الإدانة الصريحة من الأحزاب البروليتارية واليسارية والحركات الاجتماعية، لا يمكن الاستعداد لاشتباكات مستقبلية، والأسوأ من ذلك هو اللعب في أيدي الإمبريالية، والتعامل مع أحداث الميليشيات وتهريب المخدرات على هامش الطبقة. النضال، الحياد السخيف. وهذا خطر وشيك.
وأخيرا، فإن القول بأنه دون النضال من أجل الثورة في أوقات الحرب، وتحويلها إلى حرب أهلية، يعني الإيمان ببرجوازيتك، بدولتك البرجوازية، التي، على الرغم من أنها لا تتناسب مع وجهات النظر الإمبريالية، فإنها تحافظ على آلاف العلاقات مع وأن هذه العلاقات تحافظ، من بين أمور أخرى، على سحق مطالبات البروليتاريا بالتحرر الاقتصادي والحرية السياسية. إن البروليتاريا بأكملها، عندما تتحد مع برجوازيتها، مهما كانت أهداف هذه الوحدة، ستغرق حتما في الوحل. وبهذا المعنى، فمن السخافة أن تتحد البروليتاريا حتى عنقها في نضال الدولة الروسية ضد "أوكرانيا" - حلف شمال الأطلسي، لأنه على أية حال، تعمل روسيا وبرجوازيتها، رغم دفاعها عن نفسها، على سحق بروليتارياها. .
لن تنتهي هذه الحرب خارج نطاق العنف الإمبريالي إلا إذا حدثت ثورة في روسيا أو في أوكرانيا مرة أخرى. في الإكوادور، فكرة إعطاء جميع الأحزاب كل السلطة لدانييل نوبوا، هي الثقة الكاملة في البرجوازية ومؤسساتها، وفتح الأبواب مرة واحدة وإلى الأبد أمام الإمبريالية لدخول الإكوادور وإغراق الشعبين الإكوادوري والأمريكي. اللاتينية. إن موقف "على قادة البرجوازية الصغيرة أن يعلموا الناس الثقة بالبرجوازية، وعلى البروليتاريا (القادة) أن يعلموهم عدم الثقة، يصبح واضحا بشكل متزايد". (لينين)
- تسقط الحرب الإمبريالية وفاشية الناتو.
– خارج الولايات المتحدة الأمريكية لأمريكا اللاتينية

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