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SIONISMO INFANTICIDA: Israel matou mais crianças em 4 meses do que todas as guerras no mundo em 4 anos

SIONISMO INFANTICIDA: Israel matou mais crianças em 4 meses do que todas as guerras no mundo em 4 anos

“Você deve ficar quieto quando as crianças estão dormindo, não quando estão sendo assassinadas!” – fotografei e filmei esta frase inúmeras vezes, escrita nos cartazes e faixas de manifestantes, durante os protestos e sit-ins em Amsterdam, Utrecht e Den Haag que acompanhei entre Outubro 2023 e Março de 2024. Infelizmente, os brados de revolta dos que foram às ruas não foram suficientes para pôr fim à matança que as forças armadas israelenses impõe em Gaza pela bomba, pelo tiro, pela fome e pela doença naquilo que transformaram intencionalmente num Inferno na Terra.

A campanha de punição coletiva contra Gaza não respeita nada – nem mesmo a infância. E ainda há muito silêncio cúmplice diante daquela que é talvez a pior das atrocidades que o regime sionista sanguinário, liderado pela extrema-direita Likudista, está cometendo nos últimos meses: de acordo com a ONU, mais de 13.000 menores de idade faleceram nos ataques sionistas desde que Israel iniciou a “massiva operação de limpeza étnica em curso” (Le Monde Diplomatique), um número que supera o número total de vítimas nesta faixa etária em todas as guerras do mundo entre 2019 e 2022 (fato noticiado em UOLCNNRBAEuronews etc.).

Este cenário chocante, adjetivado como staggering pelo líder da UNRWA Philippe Lazzarini, é o cúmulo do horror, a epítome do descalabro, um crime contra a humanidade que envergonha a história do homo sapiens tanto porque está sendo perpetrado por seres humanos contra seres humanos, quanto pelo fato de que não somos seres humanos unidos-na-diversidade o suficiente para triunfar em freá-lo, pará-lo e responsabilizar criminalmente os responsáveis pelo que é possivelmente o mais atroz infanticídio do século 21.

Galopam por Gaza os 4 Cavaleiros do Apocalipse. Nenhum deus enviou-os dos céus, como punição dos pecados dos mortais: a Conquista, a Guerra, a Fome e a Morte são todas frutos da agência humana – no caso, os frutos amargos de uma ideologia tóxica e mortífera, o sionismo, apoiado pelo imperialismo deste tal de Ocidente. Uma forma de supremacia judaica fortemente ancorada em racismo e islamofobia, o sionismo hoje apoiado pelos EUA e pela OTAN oferece-nos o quadro chocante de um apocalipse manufaturado, calcado numa teologia do domínio, em que as forças armadas a serviço do estado de Israel impõe condições infernais aos mais de 2 milhões e 300 mil seres humanos que tentam subsistir e resistir dentro do enclave distópico banhado pelo Mar Mediterrâneo.

“Em apenas 150 dias, as forças israelitas mataram mais de 30 mil palestinos, quase metade dos quais crianças”, escreve Vijay Prashad na Intercontinental [1]. Não satisfeitos com o morticínio em massa causado por seus bombardeios aéreos e mortíferos drones, os líderes do empreendimento imperial de Israel também manufaturam a fome. Ao invés de ser um flagelo a ser combatido, uma condição a ser extirpada da Terra, que deveria mobilizar os esforços prioritários do poder público (eis o âmago, por exemplo, da postura política de Lula e do ideal Fome Zero, inspirado nisto por Josué de Castro e Paulo Freire), a fome é nas mãos dos sionistas manejada como arma de guerra. Deslimites da crueldade.

Eis a húbris do fanatismo religioso e do sectarismo étnico-cultural: o sionismo é uma doutrina do apartheid e sua islamofobia recupera o que houve de mais tétrico na história das fés, o espírito de intolerância e de incapacidade de convívio com a alteridade religiosa que também mobilizou cristãos às Cruzadas. Sei perfeitamente que nem todo judeu é sionista, mas todo sionista é judeu – eis a grande infelicidade histórica do judaísmo, que o Estado fundado para acolher os sobreviventes do Holocausto tenha hoje um governo e uma população civil majoritariamente abraçados dogmaticamente ao sionismo em seu devir-fascista.

Eles dizem ser fiéis de uma divindade que outrora se chamou de Jeová, e supostamente estão inseridos na linguagem do profeta Moisés, mas não se encontrará entre os líderes sionistas que hoje encharcam suas mãos no sangue derramado em Gaza nenhum respeito pelo mais elementar dos mandamentos sagrados: “não matarás”. Os sionistas assim desonram não apenas toda uma tradição de reflexão ética de pensadores judaicos excelentes (como Arendt, Levinas ou Benjamin), desonram a própria tábua de valores elementares – seriam reprovados num Curso Básico de Ética por não conseguirem sequer seguir o princípio “não se deve matar 10.000 criancinhas” – um princípio que mesmo uma criancinha consegue compreender. Se não conseguimos, como humanidade, nem mesmo chegar ao acordo quanto a este, um dos mais básicos dos consensos moraisque diz respeito à proteção da infância contra morte violenta em meio aos conflitos bélicos, que chance temos de sucesso diante dos desafios gigantes com que somos confrontados na era das catástrofes climáticas e das mega migrações de refugiados?

Incapazes de aderir ao mais simples dos imperativos morais, os sionistas matam em massa pela bomba, pela fome, pela doença, matam até mesmo aqueles que, desarmados de tudo e tendo apenas um estômago que ronca, aglomeram-se perto dos caminhões de farinha e recebem balas ao invés de comida. São matanças impostas aos outros desumanizados e demonizados, aos “animais humanos” tratados como bestas ou brutos (Raoul Peck, sobre o tema, realizou o excelente documentáro Exterminate All Brutes). E eles ainda dizem – extremo da arrogância! – que há um deus que os aplaude pelo bom serviço que prestam à segurança do povo eleito. A Nakba 2.0 é imposta, o território é devastado, a anexação de territórios palestinos ao Estado-Nação expansionista de Israel avança, e é como se eles quisessem construir sua Nação Eleita sobre as covas das crianças que assassinaram.

Março de 2024 se encerra não apenas com “mais de 13 mil crianças mortas em Gaza” – as sobreviventes, muitas deles mutiladas, amputadas, tornadas órfãs, estão quase sempre “gravemente desnutridas”, segundo relatos da Unicef e outras entidades. A reportagem da AlJazeera informa ainda que “as crianças sobreviventes ‘nem sequer têm energia para chorar’ à medida que a fome se aproxima no enclave sitiado e bombardeado há meses.” [2] É da fato uma proeza: que outro estado no planeta seria capaz de cometer uma atrocidade desta magnitude – 13 mil menores de idade mortos em 150 dias – e ainda assim reter o apoio dos governos dos EUA, da Grã-Bretanha, da Alemanha, da França…? Estes países supostamente servem de esteio para os Direitos Humanos Universais – mas na prática revelam-se cúmplices do catastrófico extermínio do povo de Gaza. Este tal de Ocidente, enquanto presta um serviço labial hipócrita à noção abstrata de Universal, exige que os palestinos sejam trancados para fora do Universal, construídos como sem direitos a nada, como bestas-fera ou brutos.

O “dois pesos, duas medidas” também é explícito na atitude deste tal de Ocidente em severa crise de seu compasso moral: imaginem se a Rússia tivesse matado 13.000 crianças ucranianas nos últimos 4 meses; o que teria acontecido? A OTAN provavelmente teria tomado medidas drásticas como lançar uma bomba atômica sobre Moscou. A III Guerra Mundial já estaria em curso se as 13.000 crianças fossem ucranianas… Quando as 13.000 crianças são palestinas, e o agressor é o Estado-pária de Israel, bem… o Ocidente é tolerante. Os EUA segue mandando bilhões de dólares e trocentas armas e munições; os chefes-de-Estado e os establishments políticos do U.K., da Alemanha, da França, da Itália, da Holanda etc. seguem apoiando a chamada “guerra contra o Hamas” e perseguindo quaisquer vozes dissidentes e revoltadas como se fossem anti-semitas a serem caladas.

Em tal contexto, é pertinente a reflexão de Assata Shakur: “Ninguém no mundo, ninguém na história, nunca conseguiu a liberdade apelando para o senso moral do seu opressor.” [3] Talvez esta seja a melhor chave para ler o episódio histórico do 7 de Outubro de 2023: o Hamas e os demais grupos armados palestinos realizaram, através da operação Dilúvio de Al Aqsa, um levante insurrecional contra um opressor que por décadas foi surdo, cego e indiferente a quaisquer apelos morais para que desmantelasse sua opressão e que cessasse de impor seu brutal apartheid. Chega uma hora que os apelos morais ao opressor de fato são percebidos como inúteis: o senso moral do outro está terminantemente danificado pelo exercício da opressão e pela adesão aos dogmas supremacistas. Não é uma palestrinha sobre ética que vai desmantelar o apartheid e a ocupação que Israel impõe desde sua fundação nos territórios sobre qual ergueu seu problemático Estado judeu pós-Shoah.

Devemos nos perguntar, na esteira de Assata Shakur mas também na de Nelson Mandela, se já existiu algum apartheid que caiu, que foi desmantelado, que foi aposentado da história, apenas por um “apelo ao senso moral” daqueles que impõe este apartheid. Recentemente, Vusimuzi Madonsela, embaixador da África do Sul nos Países Baixos, onde está sediada a Corte Internacional de Justiça, dirigiu-se ao tribunal apontando: “Nós, como sul-africanos, sentimos, vemos, ouvimos e sentimos profundamente as políticas e práticas discriminatórias desumanas do regime israelita como uma forma ainda mais extrema do apartheid que foi institucionalizado contra os negros no meu país” [4].

Os que abraçam uma versão da Teoria dos Dois Demônios e pedem que se condene igualmente as atrocidades do sionismo israelense e as atrocidades do jihadismo palestino parecem-me equivocados em vários aspectos. A demonização dos “dois lados do conflito” quase sempre provêm de alguém que observa à distância e pretende manter-se num estado de pureza moral em relação a duas formas de extremismo enxergadas como equivalentes.

Perde-se assim a distinção elementar entre uma forma de violência estrutural, prolongada, instituída, tornada banal pelo poder opressor, e que perpetua a injustiça, o sofrimento e a precariedade, como é o apartheid que Israel impõe às populações palestinas em Gaza e na Cisjordânia ocupada, e uma forma de violência reativa, de resistência, que tem alguns “picos” eventuais de levante nas Intifadas e na Dilúvio AlAqsa, como é a violência à la Hamas.

O acólito da Teoria dos Dois Demônios muitas vezes é um pacifista ingênuo, daquele tipo que diz condenar todas as formas de violência. Mas será a violência um fenômeno assim tão simples que deva ser metido à força na caixinha do Mal? Bons são aqueles que se recusam terminantemente a agir violentamente contra qualquer ser senciente? Tal purismo moral equivaleria a lançar um olhar condenatório a todas as inumeráveis ocasiões históricas em que indivíduos e coletivos se insurgiram contra opressões e injustiças que sentiam que não seriam desmanteladas sem o uso da força, ou seja, da violência. Todas as revoluções, bem-sucedidas ou fracassadas, todas as insurreições de escravos e todos os levantes de quilombos contra o sistema da escratura e seus operadores, só merecem ser rotuladas como maléficas nesta rasa perspectiva dos “moralmente puros”, aqui apelidados de moralistas ingênuos.

Assumo o risco destas reflexões perigosas em que evidentemente me faço um alvo fácil para detratores me xingarem de pró-terrorista: ao propor que precisamos distinguir entre a violência do opressor e a violência do oprimido, um ensinamento básico de grandes lideranças decoloniais (Franz Fanon, Amílcar Cabral, Malcolm X), sempre nos arriscamos a sermos xingados de esquerdistas que passam pano para a violência atroz dos “terroristas”.

Para certas mentalidades que tem o cacoete insistente do maniqueísmo implantado pelo imperialismo sionista-ocidental, a violência dos “terroristas” é construída como o mal absoluto, e a violência dos poderosos que punem os terroristas é plenamente justificada, não importando a desproporção entre as vítimas. Se morrem em Israel cerca de 1.200 pessoas em um dia, o cidadão-de-bem vai dizer: “é o supremo horror! cúmulo da violência injustificável!”. Mas se morrem na Palestina cerca de 30.000 pessoas em 4 meses, o mesmo cidadão-de-bem vai dizer: “tá tudo certo, é preciso combater o terrorismo, alguns danos colaterais são esperados, não fiquem de mimimi por criancinhas que cresceriam para participar da Intifada e da jihad!”.

Aqui, estamos propondo algo diverso: a compreensão de que aquilo costumeiramente rotulado como terrorismo muitas vezes pode ser compreendido como episódio eventual de irrupção de uma violência organizada dos oprimidos contra aqueles poderes que sistematica e estruturalmente impõe a violência organizada do opressor. Sem o conceito de opressão e sem a densidade da apreciação histórica não somente não entenderemos nada como estaremos bem longe de chegar à qualquer solução para o derramamento infindável de sangue.

Aqueles que se colocam em posição de “neutralidade”, argumentando que este é um conflito complexo demais, e que não querem se imiscuir no mesmo, com frequência também aderem a uma versão da Teoria dos Dois Demônios. É claro que aqui posso também ser acusado de estar propondo uma Teoria Do Demônio Único – o que não é, nem de longe, minha intenção: a descrição dos horrores praticados pelo sionismo pode mesmo ser compreendida como descrição de um poder demônico, que impõe torturas infernais a suas vítimas, mas tampouco estamos aqui pintando um retrato angelical da resistência palestina – que evidentemente é armada, aceita a violência como meio para seus fins, e não acredita mais em “apelos morais” ao senso ético do opressor.

Por tudo aquilo que o sionismo vem realizando desde Outubro, revelando ao mundo sua face mais sórdida e genocida, é preciso dar uma certa razão às conclusões tiradas pelo Hamas, por mais que me seja intragável e digna de crítica também a mobilização política islâmica que se enraíza na noção terrível de guerra santa em nome de Alá. Ao invés de aderir à postura cômoda de muitos ateus, que criaram sua própria versão da Teoria dos Dois Demônios que opõe o horror do supremacismo judeu sionista ao horror do fanatismo jihadista islâmico, prefiro operar com o conceito de opressão e julgar o embate com ele em foco, sem descuidar, é claro, dos vínculos entre a violência e o sagrado – sim, a fé tem muita culpa neste cartório, mas tampouco se deve lançar à indistinção que há a fé do opressor e a fé do oprimido, e estas tampouco são equivalentes.

O sionismo tornou-se hoje a fé do opressor em seu direito à supremacia. O sionismo está praticando uma hecatombe horrenda contra toda a sociedade palestina – hospitais e escolas, mesquistas e universidades, museus e centros culturais. Diante disto a palavra genocídio não é um exagero: à aniquilação dos corpos das pessoas palestinas, o terrorismo de Estado de Israel também vem promovendo bombardeios que equivalem à “aniquilação cultural”, como bem-destacado em excelente episódio do The Listening Post da Al Jazeera. [5]

Estes não são apenas crimes contra os palestinos, mas crimes contra a humanidade. O sionismo tornou-se, mundo afora, sinônimo de uma crueldade altericida, capaz de ir aos extremos da insanidade em seu exterminismo do outro. A fé é pervertida pelo sionismo para servir ao ímpeto tribal-sectário de domínio e colonização imperial de uma outra sociedade que é arrastada a força o rumo da aniquilação de tudo aquilo que torna a existência humana digna de ser vivida.

Nenhum povo aceita sem resistência uma tal aniquilação de sua história e de sua dignidade, e é por isto que meu coração – que bate do lado esquerdo do peito e faz circular pelo corpo um sangue vermelho – sente-se compelido a apoiar todos os ímpetos rebeldes dos oprimidos e injustiçados em processo de Intifada – que durará enquanto a opressão durar. Que as crianças palestinas um dia possam brincar sobre os escombros do sionismo – e que judeus, muçulmanos e cristãos possam enfim aprender a convivência alterofílica ao invés de fazer da tal Terra Santa um dos piores infernos manufaturados no planeta.

REFERÊNCIAS

[1] – PRASHAD, Vijay. https://thetricontinental.org/pt-pt/newsletterissue/fome-palestina/

[2] – AL JAZEERA, https://www.aljazeera.com/news/2024/3/17/over-13000-children-killed-in-gaza-others-severely-malnourished-unicef

[3] SHAKUR, Assata. Original: “Nobody in the world, nobody in history, has ever gotten their freedom by appealing to the moral sense of the people who were oppressing them.” Saiba mais em Jacobin Brasil: https://jacobin.com.br/2020/07/assata-shakur-me-ensinou-a-lutar/

[4] MADONSELA, Vusimuzi. URL: https://www.aljazeera.com/news/2024/2/20/israels-apartheid-must-end-south-africa-says-at-icj-hearing

[5] THE LISTENING POST, Al Jazeera. https://www.youtube.com/watch?v=iZVSQ-ClBn8

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صهيونية الأطفال: إسرائيل قتلت أطفالاً في 4 أشهر أكثر من كل حروب العالم في 4 سنوات

"يجب أن تلتزموا الصمت عندما يكون الأطفال نائمين، وليس عندما يُقتلون!" - قمت بتصوير وتصوير هذه العبارة مرات لا تحصى، المكتوبة على ملصقات ولافتات المتظاهرين، خلال الاحتجاجات والاعتصامات في أمستردام وأوترخت ودن هاج التي تابعتها بين أكتوبر 2023 ومارس 2024. وللأسف، صرخات التمرد من هؤلاء الذين خرجوا إلى الشوارع لم يكونوا كافيين لوضع حد للمذبحة التي تفرضها القوات المسلحة الإسرائيلية على غزة من خلال القصف وإطلاق النار والجوع والمرض فيما حولته عمدا إلى جحيم على الأرض.

إن حملة العقاب الجماعي ضد غزة لا تحترم أي شيء، ولا حتى الطفولة. ولا يزال هناك الكثير من الصمت المتواطئ في مواجهة ما قد يكون أسوأ الفظائع التي ارتكبها النظام الصهيوني المتعطش للدماء، بقيادة حزب الليكودي اليميني المتطرف، في الأشهر الأخيرة: وفقا للأمم المتحدة، تم قتل أكثر من 13 ألف شخص. قُتِل قاصرون في الهجمات الصهيونية منذ أن بدأت إسرائيل «عملية التطهير العرقي الواسعة المستمرة» (لوموند ديبلوماتيك)، وهو رقم يفوق إجمالي عدد الضحايا في هذه الفئة العمرية في جميع حروب العالم بين عامي 2019 و2022 (حقيقة نقلتها التقارير) في UOL، CNN، RBA، يورونيوز وما إلى ذلك).

إن هذا السيناريو الصادم، والذي وصفه رئيس الأونروا فيليب لازاريني بالمذهل، هو قمة الرعب، ومثال للكارثة، وجريمة ضد الإنسانية تخجل تاريخ الإنسان العاقل لأنه يرتكبها بشر ضد البشر، ولأنها ترتكب من قبل بشر ضد البشر، ومن قبل البشر. حقيقة أننا لسنا بشرًا متحدين في التنوع بما يكفي للانتصار في إيقافه وإيقافه ومحاسبة المسؤولين عما قد يكون أبشع وأفظع قتل أطفال في القرن الحادي والعشرين.
فرسان سفر الرؤيا الأربعة يركضون عبر غزة. لم يرسلهم إله من السماء عقابًا على خطايا البشر: الغزو والحرب والمجاعة والموت كلها ثمار الفعل البشري - في هذه الحالة، الثمار المرة للإيديولوجية السامة والقاتلة، الصهيونية، المدعومة من قبل إسرائيل. إمبريالية هذا ما يسمى بالغرب. إن الصهيونية، التي تمثل شكلاً من أشكال التفوق اليهودي المتجذرة بقوة في العنصرية وكراهية الإسلام، تقدم لنا اليوم، والتي تدعمها الولايات المتحدة وحلف شمال الأطلسي، صورة مروعة لنهاية العالم المصطنعة، القائمة على لاهوت الهيمنة، حيث تفرض القوات المسلحة التي تخدم دولة إسرائيل ظروفًا جهنمية. لأكثر من مليونين و300 ألف إنسان يحاولون البقاء والمقاومة داخل الجيب البائس الذي يغمره البحر الأبيض المتوسط.
"في 150 يومًا فقط، قتلت القوات الإسرائيلية أكثر من 30 ألف فلسطيني، نصفهم تقريبًا من الأطفال"، كما كتب فيجاي براشاد في إنتركونتيننتال [1]. قادة المشروع الإمبراطوري الإسرائيلي غير راضين عن المذبحة الجماعية التي سببتها عمليات القصف الجوي والطائرات بدون طيار القاتلة، كما يقومون بتصنيع المجاعة. فبدلاً من أن تكون آفة يجب محاربتها، وحالة يجب استئصالها من الأرض، ينبغي لها حشد الجهود ذات الأولوية للسلطات العامة (وهذا هو، على سبيل المثال، جوهر موقف لولا السياسي ومثال القضاء على الجوع، المستوحى من جوزويه دي كاسترو وباولو فريري)، أصبح الجوع في أيدي الصهاينة الذين يستخدمونه كسلاح حرب. حدود القسوة

هذه هي غطرسة التعصب الديني والطائفية العرقية والثقافية: الصهيونية هي عقيدة الفصل العنصري، وكراهية الإسلام فيها تستعيد ما كان الأكثر كآبة في تاريخ الأديان، روح التعصب وعدم القدرة على التعايش مع الآخر الديني الذي حشد المسيحيين أيضًا من أجل العالم. الحملات الصليبية. أعلم جيدًا أنه ليس كل يهودي صهيونيًا، ولكن كل صهيوني هو يهودي – هذه هي المحنة التاريخية الكبرى لليهودية، أن الدولة التي تأسست للترحيب بالناجين من المحرقة اليوم لديها حكومة وسكان مدنيون يعتنقون في الغالب الصهيونية بشكل عقائدي. في مستقبلها- الفاشية.

إنهم يزعمون أنهم مخلصون لإله كان يُدعى ذات يوم يهوه، ويفترض أنهم جزء من لغة النبي موسى، لكن بين قادة الصهاينة الذين يغمسون أيديهم اليوم في الدماء المسفوكة في غزة، لن تجد أي احترام لهم. أبسط الوصايا المقدسة: "لا تقتل". وبالتالي، فإن الصهاينة لا يهينون فقط تقليدًا كاملاً للتفكير الأخلاقي لمفكرين يهود ممتازين (مثل أرندت أو ليفيناس أو بنيامين)، بل إنهم يهينون جدول القيم الأساسية ذاته - فسوف يفشلون في دورة الأخلاق الأساسية لعدم قدرتهم حتى على اتباعها. مبدأ "لا تقتل عشرة آلاف طفل صغير" - وهو مبدأ يمكن حتى لطفل صغير أن يفهمه. إذا لم نتمكن، كبشر، حتى من التوصل إلى اتفاق حول هذا الأمر، وهو أحد أهم الإجماع الأخلاقي الأساسي، والذي يتعلق بحماية الطفولة من الموت العنيف في خضم الحرب، فما هي فرصتنا للنجاح في مواجهة العملاق؟ ما هي التحديات التي نواجهها في عصر الكوارث المناخية وهجرة اللاجئين الضخمة؟

إن الصهاينة، غير القادرين على الالتزام بأبسط الضرورات الأخلاقية، يقتلون بشكل جماعي بالقنابل والجوع والمرض، ويقتلون حتى أولئك الذين، غير مسلحين من كل شيء وببطنهم فقط، يتجمهرون بالقرب من شاحنات الدقيق ويتلقون الرصاص. بدلا من الطعام. وهي عمليات قتل مفروضة على آخرين تم تجريدهم من إنسانيتهم ​​وشيطانهم، وعلى "حيوانات بشرية" يتم التعامل معها على أنها وحوش أو وحوش (أخرج راؤول بيك الفيلم الوثائقي الرائع حول هذا الموضوع: إبادة كل المتوحشين). وما زالوا يقولون: الغطرسة الشديدة! - أن هناك إلهًا يشيد بهم على الخدمة الجيدة التي يقدمونها لأمن الشعب المختار. تم فرض النكبة الثانية، ودُمرت الأرض، ويتقدم ضم الأراضي الفلسطينية إلى دولة إسرائيل القومية التوسعية، ويبدو الأمر كما لو أنهم يريدون بناء أمتهم المختارة على قبور الأطفال الذين قتلوا.

لا ينتهي شهر مارس/آذار 2024 بـ "مقتل أكثر من 13 ألف طفل في غزة" فحسب، بل يعاني الناجون، والعديد منهم مشوهين أو مبتوري الأطراف أو يتامى، من "سوء التغذية الحاد" دائمًا تقريبًا، وفقًا لتقارير اليونيسف وكيانات أخرى. ويذكر تقرير الجزيرة كذلك أن "الأطفال الباقين على قيد الحياة ليس لديهم حتى الطاقة للبكاء" مع اقتراب المجاعة في الجيب الذي ظل تحت الحصار والقصف منذ أشهر. [2] إنه بالفعل إنجاز عظيم: أن تكون دولة أخرى على هذا الكوكب قادرة على ارتكاب فظائع بهذا الحجم – مقتل 13 ألف قاصر في 150 يومًا – وما زالت تحتفظ بدعم حكومات الولايات المتحدة الأمريكية وبريطانيا العظمى وألمانيا. ، فرنسا...؟ من المفترض أن تكون هذه الدول بمثابة ركيزة لحقوق الإنسان العالمية – لكنها تثبت في الممارسة العملية أنها متواطئة في الإبادة الكارثية لشعب غزة. هذا ما يسمى بالغرب، في حين أنه يتشدق بالمفهوم المجرد للعالمي، فإنه يطالب بإقصاء الفلسطينيين عن الكوني، على أنهم لا يملكون أي حقوق في أي شيء، مثل الوحوش أو المتوحشين.

كما تتجلى "المعايير المزدوجة" بوضوح في موقف هذا الغرب الذي يعيش أزمة حادة تعاني منها بوصلته الأخلاقية: تخيل لو أن روسيا قتلت 13 ألف طفل أوكراني في الأشهر الأربعة الماضية؛ ماذا كان سيحدث؟ ربما كان الناتو سيتخذ إجراءات جذرية مثل إسقاط قنبلة ذرية على موسكو. وكانت الحرب العالمية الثالثة قد بدأت بالفعل لو كان الأطفال الثلاثة عشر ألفاً أوكرانيين... وعندما يكون الأطفال الثلاثة عشر ألفاً فلسطينيين، والمعتدي هو دولة إسرائيل المنبوذة، حسناً... فإن الغرب متسامح. وتواصل الولايات المتحدة إرسال مليارات الدولارات ومئات الأسلحة والذخائر؛ رؤساء الدول والمؤسسات السياسية في المملكة المتحدة وألمانيا وفرنسا وإيطاليا وهولندا وغيرها. فهم مستمرون في دعم ما يسمى بـ “الحرب ضد حماس” واضطهاد أي أصوات معارضة وغاضبة كما لو كانت معادية للسامية يجب إسكاتها.
وفي مثل هذا السياق، فإن تفكير أساتا شاكور وثيق الصلة بالموضوع: "لم يتمكن أحد في العالم، ولا أحد في التاريخ، من تحقيق الحرية من خلال مناشدة الحس الأخلاقي لمضطهده". [3] ربما يكون هذا هو المفتاح الأفضل لقراءة الحلقة التاريخية من 7 أكتوبر 2023: قامت حماس وغيرها من الجماعات الفلسطينية المسلحة، من خلال عملية طوفان الأقصى، بانتفاضة تمرد ضد مضطهد كان على مدى عقود أصم وأعمى وأعمى. غير مبالية بأي نداءات أخلاقية لتفكيك اضطهادها والتوقف عن فرض نظام الفصل العنصري الوحشي. يأتي وقت يُنظر فيه في الواقع إلى المناشدات الأخلاقية للمضطهِد على أنها عديمة الفائدة: حيث يتضرر الحس الأخلاقي للآخر تمامًا من خلال ممارسة القمع والتمسك بالعقائد التفوقية. إنها ليست محاضرة عن الأخلاق التي من شأنها تفكيك الفصل العنصري والاحتلال الذي فرضته إسرائيل منذ تأسيسها على الأراضي التي أقامت عليها دولتها اليهودية المثيرة للمشاكل في مرحلة ما بعد المحرقة.

يجب علينا أن نسأل أنفسنا، في أعقاب أساتا شاكور ولكن أيضًا في أعقاب نيلسون مانديلا، ما إذا كان هناك فصل عنصري قد سقط، أو تم تفكيكه، أو تم سحبه من التاريخ، وذلك ببساطة من خلال "مناشدة الحس الأخلاقي" للشعوب. أولئك الذين فرضوا هذا الفصل العنصري. ومؤخراً، ألقى فوسيموزي مادونسيلا، سفير جنوب أفريقيا لدى هولندا، حيث يوجد مقر محكمة العدل الدولية، كلمة أمام المحكمة مشيراً إلى ما يلي: "نحن كجنوب أفريقيين نشعر ونرى ونسمع ونشعر بعمق بالسياسات والممارسات التمييزية غير الإنسانية التي يمارسها النظام الإسرائيلي". باعتباره شكلاً أكثر تطرفًا من أشكال الفصل العنصري الذي تم إضفاء الطابع المؤسسي عليه ضد السود في بلدي" [4].

يبدو لي أن أولئك الذين يتبنون نسخة من نظرية الشيطانين ويدعون إلى إدانة الفظائع التي ترتكبها الصهيونية الإسرائيلية والفظائع التي ترتكبها الجهادية الفلسطينية، مخطئون في عدة جوانب. إن شيطنة "جانبي الصراع" تأتي دائمًا تقريبًا من شخص يراقب عن بعد ويعتزم الحفاظ على حالة من النقاء الأخلاقي فيما يتعلق بشكلين من أشكال التطرف يُنظر إليهما على أنهما متساويان.

ومن ثم، فقد تم فقدان التمييز الأساسي بين شكل من أشكال العنف الهيكلي، الطويل الأمد، والمنشأ، والذي جعلته السلطة القمعية مبتذلاً، والذي يديم الظلم والمعاناة والهشاشة، مثل الفصل العنصري الذي تفرضه إسرائيل على السكان الفلسطينيين في غزة والغرب المحتل. الضفة، وشكل من أشكال العنف التفاعلي، للمقاومة، التي تصل في بعض الأحيان إلى "ذروات" الانتفاضة في الانتفاضة وفيضان الأقصى، مثل العنف على غرار حماس.

غالبًا ما يكون مؤيد نظرية الشيطانين من دعاة السلام الساذجين، من النوع الذي يدعي إدانة جميع أشكال العنف. ولكن هل العنف ظاهرة بسيطة بحيث يجب وضعها قسراً في صندوق الشر؟ هل هم جيدون أولئك الذين يرفضون تمامًا التصرف بعنف ضد أي كائن واعي؟ ومثل هذه النقاء الأخلاقي ستكون معادلة لإلقاء نظرة إدانة على كل المناسبات التاريخية التي لا تعد ولا تحصى، والتي انتفض فيها الأفراد والجماعات ضد القمع والمظالم التي شعروا أنه لن يتم تفكيكها من دون استخدام القوة، أي العنف. كل الثورات، سواء كانت ناجحة أم فاشلة، كل تمردات العبيد وكل انتفاضات كويلومبو ضد نظام العبودية ومشغليها، تستحق فقط أن توصف بأنها شريرة في هذا المنظور الضحل لـ "النقيين أخلاقيا"، الذين يطلق عليهم هنا الأخلاقيون الساذجون.

إنني أخاطر بهذه الأفكار الخطيرة التي من الواضح أنني أجعل من نفسي هدفًا سهلاً للمنتقدين الذين يطلقون عليّ وصف "مؤيد للإرهاب": من خلال اقتراح أننا بحاجة إلى التمييز بين عنف الظالم وعنف المضطهدين، وهو تعليم أساسي ومع زعماء إنهاء الاستعمار العظماء (فرانز فانون، وأميلكار كابرال، ومالكولم إكس)، فإننا نخاطر دائمًا بالتعرض للإهانة من قبل اليساريين الذين يتغاضون عن العنف الفظيع الذي يمارسه "الإرهابيون".
بالنسبة لبعض العقليات التي تطبق خدعة المانوية الملحة التي تنفذها الإمبريالية الغربية الصهيونية، فإن عنف "الإرهابيين" يُبنى على أنه شر مطلق، ويكون عنف الأقوياء الذين يعاقبون الإرهابيين مبررًا تمامًا، بغض النظر عن التفاوت بين الضحايا. . إذا مات في إسرائيل حوالي 1200 شخص في يوم واحد، فإن المواطن الصالح سيقول: “هذا هو الرعب الأعظم! ذروة العنف غير المبرر! ولكن إذا مات حوالي 30 ألف شخص في فلسطين خلال 4 أشهر، فإن نفس المواطن الصالح سيقول: "كل شيء على ما يرام، نحن بحاجة لمحاربة الإرهاب، ومن المتوقع حدوث بعض الأضرار الجانبية، لا تفسدوا من قبل الأطفال الصغار الذين سيكبرون". للمشاركة في الانتفاضة والجهاد!

وهنا، نقترح شيئًا مختلفًا: فهم أن ما يسمى عادة بالإرهاب يمكن فهمه في كثير من الأحيان على أنه حلقة نهائية من اندلاع العنف المنظم من قبل المضطهدين ضد تلك القوى التي تفرض بشكل منهجي وهيكلي العنف المنظم من قبل المضطهِد. ومن دون مفهوم القمع ومن دون كثافة التقدير التاريخي، لن نعجز عن فهم أي شيء فحسب، بل سنكون بعيدين جداً عن التوصل إلى أي حل لسفك الدماء الذي لا نهاية له.

أولئك الذين يتخذون موقف "الحياد"، بحجة أن هذا الصراع معقد للغاية، وأنهم لا يريدون التورط فيه، غالبًا ما يلتزمون أيضًا بنسخة من نظرية الشيطانين. بالطبع، يمكن أن أتهم هنا أيضًا باقتراح نظرية الشيطان الواحد - وهذا ليس قصدي على الإطلاق: إن وصف الفظائع التي تمارسها الصهيونية يمكن أن يُفهم على أنه وصف لقوة شيطانية، تفرض تعذيبًا جهنميًا. لضحاياهم، ولكننا هنا لا نرسم صورة ملائكية للمقاومة الفلسطينية ـ التي من الواضح أنها مسلحة، وتقبل العنف كوسيلة لتحقيق أهدافها، ولم تعد تؤمن "بالمناشدات الأخلاقية" للحس الأخلاقي للمضطهِد.

بالنسبة لكل ما أنجزته الصهيونية منذ أكتوبر، وكشف للعالم عن وجهها الأكثر دناءة وإبادة جماعية، فمن الضروري إعطاء بعض الأسباب للاستنتاجات التي توصلت إليها حماس، على الرغم من أنني أجد أن التعبئة السياسية الإسلامية التي لا تزال غير مستساغة وتستحق الانتقاد أيضًا. فهو متجذر في الفكرة الرهيبة للحرب المقدسة في سبيل الله. وبدلاً من التمسك بالموقف المريح للعديد من الملحدين، الذين خلقوا نسختهم الخاصة من نظرية الشيطانين التي تعارض رعب التفوق اليهودي الصهيوني مع رعب التعصب الجهادي الإسلامي، أفضل العمل بمفهوم القمع والحكم على العالم. تتعارض معه في التركيز، دون إهمال الروابط بين العنف والمقدس - نعم، الإيمان يتحمل الكثير من اللوم في هذا السجل، ولكن لا ينبغي أيضًا أن نتجاهل حقيقة أن هناك إيمان الظالم والمقدس. إيمان المظلومين، وهؤلاء ليسوا متساوين.

لقد أصبحت الصهيونية اليوم إيمان الظالم بحقه في السيادة. إن الصهيونية تنفذ مذبحة رهيبة ضد المجتمع الفلسطيني برمته – المستشفيات والمدارس والمساجد والجامعات والمتاحف والمراكز الثقافية. بالنظر إلى هذا، فإن كلمة إبادة جماعية ليست من قبيل المبالغة: فبالإضافة إلى إبادة أجساد الشعب الفلسطيني، كان إرهاب الدولة الإسرائيلي يشجع أيضًا على التفجيرات التي ترقى إلى مستوى "الإبادة الثقافية"، كما تم تسليط الضوء عليه أيضًا في حلقة ممتازة من برنامج الجزيرة. مشاركة الاستماع . [5]
وهذه ليست جرائم ضد الفلسطينيين فحسب، بل جرائم ضد الإنسانية. لقد أصبحت الصهيونية، في جميع أنحاء العالم، مرادفة للقسوة القاتلة للآخر، وقادرة على الذهاب إلى أقصى الجنون في إبادتها للآخرين. لقد شوهت الصهيونية الإيمان لخدمة الزخم القبلي الطائفي للسيطرة والاستعمار الإمبراطوري لمجتمع آخر يتم جره بالقوة نحو إبادة كل ما يجعل الوجود الإنساني يستحق العيش.

لا يوجد شعب يقبل دون مقاومة مثل هذه الإبادة لتاريخه وكرامته، ولهذا السبب فإن قلبي - الذي ينبض على الجانب الأيسر من صدري ويرسل دماً أحمر يسري في جسدي - يشعر بأنه مجبر على دعم كل الدوافع المتمردة. المظلومين والمظلومين في عملية الانتفاضة التي ستستمر ما دام القمع. أتمنى أن يتمكن الأطفال الفلسطينيون ذات يوم من اللعب على أنقاض الصهيونية - وأن يتمكن اليهود والمسلمون والمسيحيون أخيرًا من تعلم التعايش المحبب للآخر بدلاً من جعل ما يسمى بالأرض المقدسة واحدة من أسوأ الجحيم المصطنع على هذا الكوكب.
المراجع

[1] - براشاد، فيجاي. https://thetricontinental.org/pt-pt/newsletterissue/fome-palestina/

[2] – الجزيرة، https://www.aljazeera.com/news/2024/3/17/over-13000-children-killed-in-gaza-others-severely-malnourished-unicef

[3] شاكور، أساتا. الأصل: "لم يحصل أحد في العالم، ولا أحد في التاريخ، على حريته من خلال مناشدة الحس الأخلاقي للأشخاص الذين كانوا يضطهدونهم." سايبا ماي في جاكوبين البرازيل: https://jacobin.com.br/2020/07/assata-shakur-me-ensinou-a-lutar/

[4] مادونسيلا، فوسيموزي. الرابط: https://www.aljazeera.com/news/2024/2/20/israels-apartheid-must-end-south-africa-says-at-icj-hearing

[5] البوست الاستماعي، الجزيرة. https://www.youtube.com/watch?v=iZVSQ-ClBn8

فيجا تامبيم:
عن موقع
https://acasadevidro.com/

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