تحرير فلسطين لا يعتمد على الانتخابات الصهيونية * مسار البديل
A libertação da Palestina não depende de eleições sionistas * Masar Badil
A libertação da Palestina não depende de eleições sionistas
Nem uma mudança de governo em Israel, nem os resultados da lista árabe devem alimentar o entusiasmo por uma suposta transformação da política colonial sionista. Neste artigo, Khaled Barakat examina as disputas entre as forças que competem para gerir esse projeto e alerta para as ilusões eleitorais que subordinam os direitos do povo palestino à escolha de quem exercerá o poder sobre ele.
Artigo de Khaled Barakat, publicado no Diario Red em 30 de outubro de 2026.
As divisões que assolam a entidade sionista revelam uma profunda crise em seu projeto colonial. Desde 7 de outubro de 2023, suas estruturas políticas e militares têm enfrentado crescentes dificuldades para administrar a colônia como antes. No entanto, seria um grave erro confundir essas contradições com a existência de uma alternativa eleitoral capaz de reconhecer os direitos do povo palestino.
Que alternativa Eisenkot representa para Netanyahu? Sua ligação com a doutrina Dahiya e uma concepção militar baseada na destruição coletiva deveriam ser suficientes para desmantelar qualquer tentativa de apresentá-lo como uma figura de paz.
A disputa entre Netanyahu e seus adversários se desenrola dentro de um consenso colonial que exclui nossa libertação. As principais forças que lutam pelo poder compartilham o desejo de manter o controle sionista sobre a Palestina, impedir o retorno dos refugiados e negar a soberania do nosso povo. Suas divergências giram em torno dos meios para preservar esse controle, os custos de suas políticas e como apresentá-las ao mundo.
Que alternativa Eisenkot representa para Netanyahu? Sua ligação com a doutrina Dahiya e uma concepção militar baseada na destruição coletiva deveriam ser suficientes para desmantelar qualquer tentativa de apresentá-lo como uma figura de paz. Suas críticas a Netanyahu questionam a eficácia com que este último conduziu guerras e geriu o projeto sionista. De nossa perspectiva, a disputa coloca líderes uns contra os outros, cada um competindo para demonstrar quem melhor pode servir a esse projeto.
O mesmo se aplica a Bennett, Lieberman, Ben-Gvir e Smotrich. Suas diferenças podem ter consequências concretas que devemos analisar, mas nenhum deles oferece uma visão de justiça para a Palestina. Dentro de cada bloco, coexistem posições táticas que, por vezes, se aproximam mais das de seus supostos adversários do que das de seus próprios aliados. O que os une é a continuidade da colonização.
Por isso, devemos rejeitar a ilusão de que mudanças fundamentais possam surgir de eleições sionistas. Devemos também questionar a ideia de que o chamado voto árabe possa transformar a natureza do regime. Apresentar a capacidade de influenciar uma maioria parlamentar como uma vitória nacional palestina reduz nosso horizonte político a decidir qual setor da potência colonial administrará nossa opressão.
As forças palestinas nos territórios ocupados em 1948 têm uma responsabilidade que transcende quaisquer cálculos eleitorais. Durante o genocídio, a tarefa urgente tem sido organizar o nosso povo, desenvolver a sua capacidade de mobilização e confrontar as estruturas que permitem a destruição de Gaza. A espera pelas eleições não pode substituir estas obrigações, nem pode tornar-se uma promessa de salvação.
A representação parlamentar não equivale, por si só, ao poder político palestino. Quando sua função acaba sendo a de apoiar um dos blocos sionistas, enquanto os líderes desses mesmos blocos rejeitam publicamente a dependência de partidos árabes, devemos nos perguntar que capacidade real de tomada de decisão está sendo construída e a serviço de quais objetivos.
A mesma clareza se faz necessária ao examinarmos o papel da Autoridade Palestina. Sua subordinação à ordem colonial não desaparece simplesmente porque certos líderes sionistas a atacam. Netanyahu, Smotrich e Ben-Gvir exigem um grau ainda maior de subjugação. Suas disputas com ela não transformam a Autoridade Palestina em uma força de libertação.
Presa entre as exigências da ocupação e a pressão do seu povo, a Autoridade Palestina continua a desempenhar funções que contribuem para a continuidade do sistema. A sua dependência limita a sua capacidade de ação e distancia-a das necessidades nacionais palestinianas. Além disso, a luta entre as forças sionistas desenrola-se sem lhe conceder sequer um papel decisivo nas suas disputas de poder.
Para entender a crise atual, precisamos olhar além das urnas. As acusações contra Netanyahu por sua incapacidade de garantir a segurança ou alcançar os objetivos declarados em Gaza e em várias frentes regional estão sendo usadas como armas de competição política. Ao mesmo tempo, refletem dificuldades reais dentro do projeto sionista.
A entidade sionista recorreu à destruição em larga escala sem conseguir transformar sua superioridade militar em solução para suas contradições históricas.
A resistência palestina e a firmeza do nosso povo foram fundamentais para desencadear esta crise. A entidade sionista recorreu à destruição em larga escala sem conseguir transformar sua superioridade militar em solução para suas contradições históricas. A persistência da luta palestina continua a desafiar sua pretensão de impor uma dominação definitiva.
Se Netanyahu acabar deixando o poder, esse resultado também deve ser compreendido à luz das pressões que a resistência exerceu sobre o sistema. Atribuí-lo unicamente ao sistema eleitoral israelense apagaria o papel daqueles que resistiram no terreno e impediram a liquidação da nossa causa.
A estratégia de Yahya Sinwar, Mohammed Deif e da resistência em Gaza deve ser analisada dentro dessa perspectiva: levar o projeto sionista a uma crise que exponha suas limitações e aprofunde suas contradições. As disputas entre seus líderes revelam uma direita dividida internamente sobre a liderança e o futuro da colônia. As estruturas que antes continham essas tensões estão encontrando cada vez mais dificuldades para fazê-lo.
Isso não significa que devamos esperar passivamente que as contradições internas provoquem o desmantelamento do sistema por si só. A organização e a luta do nosso povo são indispensáveis. As crises do colonizador abrem possibilidades cujo desenvolvimento também depende da nossa capacidade de agir com independência política e objetivos claros.
Uma mudança de Netanyahu também poderia facilitar um esforço internacional de reabilitação. Alguns governos europeus e regimes árabes tentarão apresentar outro líder como uma figura razoável e pragmática, adequada para negociação. Eles buscarão vender a mudança de governo como um novo começo, mesmo que a colonização e a negação dos direitos palestinos continuem.
Os Estados Unidos mantêm uma relação estratégica com o projeto sionista que transcende seus diversos governos.
Devemos nos preparar para essa manobra. Uma imagem mais aceitável aos olhos dos ministérios das Relações Exteriores ocidentais pode ajudar a reconstruir o apoio, reduzir a pressão internacional e garantir a continuidade das estruturas existentes. A responsabilidade dos Estados que apoiam Israel não desaparece com a mudança de primeiro-ministro. Os Estados Unidos mantêm uma relação estratégica com o projeto sionista que transcende suas diversas administrações.
Nossa resposta deve partir da nossa própria visão palestina: libertação, retorno e autodeterminação. Cabe a nós fortalecer a organização popular em toda a Palestina e na shatat, a diáspora; ampliar a participação do nosso povo e de seus aliados; e aprofundar o isolamento internacional da entidade sionista e de seus apoiadores.
A solidariedade internacional tem um papel concreto a desempenhar nesta tarefa. Deve confrontar as relações políticas, militares e económicas que permitem a continuação da colonização e do genocídio. Qualquer tentativa de normalização ou reabilitação exige uma resposta que volte a centrar o debate nos direitos do povo palestiniano e nas responsabilidades daqueles que os violam.
Também devemos impedir que a exigência de responsabilização se reduza aos processos internos de corrupção contra Netanyahu. Nossa luta abrange os crimes cometidos contra o nosso povo e as estruturas que os produzem. O alcance da justiça que exigimos vai muito além da queda de um único líder.
A pergunta que devemos fazer nestas eleições é simples: o que elas oferecem ao povo palestino em termos de liberdade, retorno e soberania? Nenhuma combinação parlamentar pode substituir esses direitos ou transformar nossa subordinação em vitória.
O povo palestino não precisa de um novo administrador para sua colonização. Precisa de libertação. Esse é o horizonte que deve guiar nossa luta: o desmantelamento do sistema colonial, o retorno dos refugiados e uma Palestina livre do rio ao mar. AVANTE PALESTINA LIVRE DO RIO AO MAR...
عن موقعbrpctb.blogspot.com/تحرير فلسطين لا يعتمد على الانتخابات الصهيونية * مسار البديل
تحرير فلسطين لا يعتمد على الانتخابات الصهيونية
لا ينبغي لأي تغيير حكومي في إسرائيل، ولا نتائج القائمة العربية، أن يُغذيا أي حماس تجاه تحول مزعوم في السياسة الاستعمارية الصهيونية. في هذا المقال، يبحث خالد باركات الصراعات بين القوى المتنافسة على إدارة هذا المشروع، ويحذر من الأوهام الانتخابية التي تخضع حقوق الشعب الفلسطيني لاختيار من يمارس السلطة عليه.
مقال لخالد باركات، نُشر في صحيفة "دياريو ريد" (Diario Red) بتاريخ 30 أكتوبر/تشرين الأول 2026.
تُظهر الانقسامات التي تعصف بالكيان الصهيوني أزمة عميقة في مشروعه الاستعماري. فمنذ 7 أكتوبر/تشرين الأول 2023، تواجه بنيته السياسية والعسكرية صعوبات متزايدة لإدارة المستعمرة كما كان يفعل من قبل. ومع ذلك، سيكون من الخطأ الفادح الخلط بين هذه التناقضات ووجود بديل انتخابي قادر على الاعتراف بحقوق الشعب الفلسطيني.
أي بديل يمثله إيزنكوت في مواجهة نتنياهو؟ إن ارتباطه بعقيدة ضاحية وتصميمه العسكري القائم على التدمير المجموعي ينبغي أن يكونا كافيين لتفكيك أي محاولة لتصويره كشخصية سلام.
إن الصراع بين نتنياهو وخصومه يدور في إطار إجماع استعمار يستبعد تحررنا. فالقوى الرئيسية المتصارعة على السلطة تتشارك الرغبة في الحفاظ على السيطرة الصهيونية على فلسطين، ومنع عودة اللاجئين، وإنكار سيادة شعبنا. وتدور خلافاتهم حول الوسائل الكفيلة بالحفاظ على هذه السيطرة، وتكاليف سياساتهم، وكيفية تسويقها للعالم.
أي بديل يمثله إيزنكوت في مواجهة نتنياهو؟ إن ارتباطه بعقيدة ضاحية ومفهومه العسكري القائم على التدمير المدمّر الشامل يجب أن يكفيا لتفنيد أي محاولة لتصويره كرجل سلام. إن انتقاداته لنتنياهو تشكك في مدى كفاءة الأخير في إدارة الحروب والمشروع الصهيوني. ومن منظورنا، فإن الصراع يضع زعيماً في مواجهة آخر، وكل منهم يتنافس لإثبات أيهما أقدر على خدمة هذا المشروع.
وينطبق الشيء نفسه على بينيت، ليبرمان، بن غفير، وسموتريتش. قد تكون لخلافاتهم عواقب ملموسة يجب علينا تحليلها، لكن أياً منهم لا يقدم رؤية للعدالة من أجل فلسطين. فداخل كل معسكر، تتعايش مواقف تكتيكية تقترب أحياناً من مواقف خصومهم المفترضين أكثر من أقاربهم في التحالف نفسه. وما يجمعهم جميعاً هو استمرار الاستعمار.
لهذا السبب، يجب أن نرفض الوهم القائل بأن تغييرات جذرية يمكن أن تنبثق عن الانتخابات الصهيونية. ويجب علينا أيضاً التشكيك في فكرة أن ما يسمى بـ "التصويت العربي" يمكنه تغيير طبيعة النظام. إن تصوير القدرة على التأثير في أغلبية برلمانية على أنه انتصار وطني فلسطيني يقلص أفقنا السياسي إلى مجرد تقرير أي قطاع من القوة الاستعمارية سيتولى إدارة قمعنا.
إن القوى الفلسطينية في الأراضي المحتلة عام 1948 تتحمل مسؤولية تتجاوز أي حسابات انتخابية. فخلال الإبادة الجماعية، كانت المهمة العاجلة هي تنظيم شعبنا، وتطوير طاقاته النضالية، ومواجهة الهياكل التي تتيح تدمير غزة. ولا يمكن لانتظار الانتخابات أن يحل محل هذه الواجبات، ولا أن يتحول إلى وعد بالخلاص.
إن التمثيل البرلماني لا يساوي في حد ذاته السلطة السياسية الفلسطينية. وعندما ينتهي المطاف بوظيفته ليكون مجرد دعامة لأحد المعسكرات الصهيونية، في الوقت الذي يرفض فيه قادة هذه المعسكرات أنفسهم علناً الاعتماد على الأحزاب العربية، يجب أن نتساءل عن القدرة الحقيقية لصنع القرار التي يتم بناؤها، ولخدمة أي أهداف.
والوضوح نفسه مطلوب عند دراسة دور السلطة الفلسطينية. إن تبعيتها للنظام الاستعماري لا تختفي لمجرد أن بعض القادة الصهاينة يهاجمونها. فنتنياهو وسموتريتش وبن غفير يطالبون بدرجة أكبر من الخضوع. وخلافاتهم مع السلطة لا تحولها بحال إلى قوة تحرير.
إذ تظل السلطة الفلسطينية، العالقة بين متطلبات الاحتلال وضغوط شعبها، تمارس وظائف تسهم في استمرارية النظام. وتؤدي تبعيتها إلى تقليص قدرتها على الفعل وإبعادها عن الاحتياجات الوطنية الفلسطينية. علاوة على ذلك، فإن الصراع بين القوى الصهيونية يجري دون منحها حتى دوراً حاسماً في صراعاتهم على السلطة.
لفهم الأزمة الحالية، علينا أن ننظر إلى ما أبعد من صناديق الاقتراع. فالإتهامات الموجهة لنتنياهو بعجزه عن ضمان الأمن أو تحقيق الأهداف المعلنة في غزة وعلى مختلف الجبهات الإقليمية، تُستخدم كأدوات في المنافسة السياسية، وتعكس في الوقت ذاته صعوبات حقيقية داخل المشروع الصهيوني.
لقد لجأ الكيان الصهيوني إلى التدمير الواسع دون أن ينجح في تحويل تفوقه العسكري إلى حل لتناقضاته التاريخية.
لقد كانت المقاومة الفلسطينية وصمود شعبنا عاملين أساسيين في تفجير هذه الأزمة. لقد لجأ الكيان الصهيوني إلى التدمير على نطاق واسع عاجزاً عن تحويل تفوقه العسكري إلى حل لتناقضاته التاريخية. وما زال استمرار النضال الفلسطيني يمثل تحدياً لدعواه في فرض هيمنة نهائية.
وإذا انتهى المطاف برنتنياهو إلى مغادرة السلطة، فيجب فهم هذه النتيجة أيضاً في ضوء الضغوط التي مارستها المقاومة على النظام. وإن نسب ذلك حصرياً إلى النظام الانتخابي الإسرائيلي يعني محو دور أولئك الذين قاوموا على الأرض ومنعوا تصفية قضيتنا.
إن استراتيجية يحيى السنوار ومحمد ضيف والمقاومة في غزة يجب أن تُحلل من هذا المنظور: دفع المشروع الصهيوني نحو أزمة تفضح عوراته وتعمق تناقضاته. فالخلافات بين قادته تكشف عن يمين منقسم داخلياً حول القيادة ومستقبل المستعمرة، بينما تواجه الهياكل التي كانت تحتوي هذه التوترات سابقاً صعوبات متزايدة للقيام بذلك.
هذا لا يعني أن علينا انتظار التناقضات الداخلية لتُسقط النظام بنفسها بشكل سلبي. فتكتل شعبنا ونضاله أمران لا غنى عنهما؛ إذ تفتح أزمات المستعمر إمكانيات يعتمد تطويرها أيضاً على قدرتنا على التحرك باستقلال سياسي وأهداف واضحة.
إن أي تغيير لنتنياهو قد يسهل أيضاً جهداً دولياً لإعادة التأهيل. ستحاول بعض الحكومات الأوروبية والأنظمة العربية تقديم زعيم آخر باعتباره شخصية عقلانية براغماتية صالحة للتفاوض، وسيسعون لتسويق تغيير الحكومة كبداية جديدة، على الرغم من استمرار الاستعمار وإنكار الحقوق الفلسطينية.
تحافظ الولايات المتحدة على علاقة استراتيجية مع المشروع الصهيوني تتجاوز تعاقب حكوماتها.
يجب أن نستعد لهذه المناورة. فصورة أكثر قبولاً في عيون وزارات الخارجية الغربية يمكن أن تساعد في إعادة بناء الدعم، وتخفيف الضغط الدولي، وضمان استمرار البُنى القائمة. إن مسؤولية الدول الداعمة لإسرائيل لا تزول بتغير رئيس الوزراء؛ فالولايات المتحدة تحافظ على علاقة استراتيجية مع المشروع الصهيوني تتجاوز إداراتها المختلفة.
يجب أن تنطلق استجابتنا من رؤيتنا الفلسطينية الخاصة: التحرر، والعودة، تقرير المصير. ومن مسؤوليتنا تعزيز التنظيم الشعبي في عموم فلسطين وفي الشتات، وتوسيع مشاركة شعبنا وحلفائه، وتعميق العزلة الدولية للكيان الصهيوني وداعميه.
وللتضامن الدولي دور ملموس في هذه المهمة؛ إذ يجب أن يواجه العلاقات السياسية والعسكرية والاقتصادية التي تتيح استمرار الاستعمار والإبادة الجماعية. وأي محاولة للتطبيع أو لإعادة التأهيل تتطلب رداً يعيد تركيز النقاش على حقوق الشعب الفلسطيني ومسؤوليات منتهكيها.
كما يجب علينا ألا نسمح بأن يقتصر الطلب بالمحاسبة على ملفات الفساد الداخلية ضد نتنياهو. فنضالنا يشمل الجرائم المرتكبة بح حق شعبنا والبُنى التي تنتجها، ومجدى العدالة الذي نطالب به يتجاوز بكثير سقوط زعيم واحد.
إن السؤال الذي يجب أن نُطرحه في هذه الانتخابات بسيط: ماذا تقدم هذه الانتخابات للشعب الفلسطيني من حرية وعودة وسيادة؟ فما من تركيبة برلمانية قادرة على الاستغناء عن هذه الحقوق أو تحويل تبعيتنا إلى انتصار.
لا يحتاج الشعب الفلسطيني إلى مدير جديد لاستعماره، بل يحتاج إلى التحرر. هذا هو الأفق الذي ينبغي أن يوجه نضالنا: تفكيك النظام الاستعماري، وعودة اللاجئين، وفلسطين حرة من النهر إلى البحر.
إلى الأمام، فلسطين حرة من النهر إلى البحر.


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